quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Busílis Humano

Bem; como esse também é um espaço para a arte, e eu me vi rindo sozinho pela coincidência de encontrar um poema meu entitulado Busílis Humano (e talvez não seja bem coincidência, na verdade, mas sim um indício de que esta me é uma palavra recorrente... enfim!), que se poste aqui o primero poema!:

Busílis Humano

Isto, isto tudo,
não é nada
diante de mim.

Sou o fundo da psiquê humana
e também o seu cume;
o fogo prometéico -
trago a vida,
a consumo.

Distante de tudo que não concerne à vida e à morte,
eu mato e morro;
e de meu sangue puramente maculado
brotam as sementes
do mundo.

Lanço, da vastidão de meus limites inexatos,
um desafio a esta cria bastarda, a consciência humana:
decifra-me -

ou devoro-te.

(André Ribeiro)

Uma das melhores partes é, muito tempo após escrever os poemas, lê-los e imaginar o contexto e razão que os levaram a existir. Os desse acima foram bem significativos, por sinal.

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