"Tristeza não tem fim,
Felicidade sim."
- A Felicidade
No meio do samba que movimenta a cidade,
a dura cidade de São Paulo ou Rio ou Belém, Buenos Aires ou Viena
ou Tóquio ou Port Louis,
o mar que move o mundo e o ar que insufla a vida não são senão os mesmos
que os idos dos heróis, dos antiheróis, do passado.
Cada ser humano com seu afã, seu breve momento de glória,
e sua tragédia,
sua cruz,
sua marca.
O garoto que alarde aos quatro ventos seus feitos,
uma bem merecida apreciação de suas habilidades,
"Vejam, vejam como faço isso muito bem!"
buscando eternamente demonstrar a alguém (a si mesmo?)
que é bom o suficiente!
O bom senhor,
que se diverte, e quer bem,
e a ninguém deseja ou traz o mal,
e alenta os corações com sua bondade, seu amor e suas palavras,
e a paz que isso lhe custa!
O intelectual que insiste em provar sua inteligência
(até mesmo quando não há dúvidas),
tentando encontrar um lugar,
seu lugar,
que (imerecidamente) nunca teve!
Outros tantos que vagam por aí,
de bonde em bonde em bonde,
sedentos,
de algo,
de água,
da mais pura água,
ávidos por esta felicidade
translúcida
que escapole pelos dedos
obstinados,
a esmo,
desencontrados.
Aqueles raros,
estrelas cadentes,
que iluminam, e atraem
inadvertidamente,
calmos como o ar,
perenes como a vida -
baluartes,
como Atlas -
e tocam,
em nosso mais íntimo,
e nos movem
para mais além,
sozinhos.
Somos cada humano um universo,
e dentro deste universo outro mais,
nunca se encontrando,
todo o sempre mais distantes,
ainda que por vezes nossas trajetórias se aproximem e produzam fachos da mais preciosa beleza,
efêmeros
eternos
infinitos
perdidos
segunda-feira, 3 de abril de 2017
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