Hoje, um poema à tão desconhecida - porém monstruosa - capacidade humana de sobreviver e, por que não?, moldar a realidade à sua vontade.
Porque há dentro de nós uma truculência absurda; e domá-la é crescer.
A Mais Feroz de Todas as Bestas
Um terrível canino trespassa meu peito,
e posso mesmo ver minhas tripas -
que, sanguinolentas, projetam-se para fora.
Já não sinto meu braço;
dentes quebrados caem enquanto urro.
Sequer já tenho pernas, talvez.
A aberração - o ser a me aniquilar,
com seus dentes e espinhos e tentáculos -
me observa
assustada
porque sorrio.
O maior terror deste mundo
é a mais pueril das coisas
ante
mim.
- A mais feroz de todas as bestas jaz dentro de nós,
humanidade.
(André Ribeiro)
Seien wir Übermensch!
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