Pescou o cílio alheio; uniram os dedos. Fariam cada um um pedido, o qual deveria ser concedido àquele que mantivesse a posse do cílio.
(Era um jogo velho. Casais podem ser coisas deveras pueris.)
Não podiam contar o que era, claro. E tampouco era preciso: ele sempre apelava. Sempre.
- Que tudo dê certo no fim - repetia.
E mesmo que conceitos como "fim", "dar certo" e "tudo" fossem brutalmente abstratos e abertos, a vida não convergia, obstinadamente, para o que desejava?
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