domingo, 19 de junho de 2011

Osso duro de roer

Pisou no tatame, olhou o oponente.
O corpo marcado, as tatuagens, o jeito elétrico de como se fora nascido para aquilo, o corpo enorme e cheio de cicatrizes, a cara de quem já apanhou muito na vida - da vida. E as suas vitórias, as demonstrações de força, técnica, e os ippons que surpreendiam mesmo os oponentes mais habilidosos ergueendo-os no chão às vezes mesmo na raça. Como se cada luta fosse a última.
Há muito tempo atrás, se perguntara como podia encarar gente assim.
Mas assim era.
Para ser o melhor, tinha que passar por barras pesadas como aquela. E se assim tinha que ser, que fosse - sua obstinação era ainda maior e mais monstruosa que o oponente.

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