Acabo de assistir a Sociedade dos Poetas Mortos - filme bem antigo, típico sessão-da-tarde; e entretanto o qual eu nunca tinha visto por completo. Ótimo filme. Inspirante!
Segue então, em homenagem às idéias do filme e a nós, tolos humanos - com nossos amores e sonhos e patéticos momentos de brilhante mediocridade - um bem devido poema!
Véspera Rubra
Do amor,
uma hecatombe.
Este, a flor do homem mais linda,
murcha,
seca.
Até o oblívio
um passo só - ou antes vários
sutis,
indiferentes,
ignominiosamente impensados.
Assim que quando não mais restarem pétalas;
apenas retorcidos espinhos
e um detestável cheiro de sangue
seco
dirás, pois:
"que fiz?"
Tu tudo e nada fizeste.
E a verdade é que não há neste mundo pessoa isenta
de gravíssima culpa;
ainda que no entanto alguns,
uns tolos alguns,
a si tentem redimir.
Com a iminência do nada,
palavras antes engolidas escapam
e soam ocas
a quem as ouve.
(André Ribeiro)
E em verdade eu teria gostado de postar algo mais.... vivo, animado. Mas receio que por enquanto vocês devam satisfazer-se com isso; porque meu eu-lírico ainda se impressiona - e muito! - com sua auto-superação e nascença pela dor.
Pelo que então vocês, pobres leitores, deverão resignar-se e tremer ante minha fúria poética!
Oh captain, my captain!
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